Tendências de recursos humanos e desenvolvimento para 2026: transformando incertezas em oportunidades

O treinamento e desenvolvimento está em constante evolução, por isso, compreender os dados do mercado é importante para o sucesso corporativo contínuo. O estudo de 2026 da Blanchard traz respostas valiosas de quase 500 líderes globais sobre como

26/03/2026
6 min

O treinamento e desenvolvimento está em constante evolução, por isso, compreender os dados do mercado é importante para o sucesso corporativo contínuo. O estudo de 2026 da Blanchard traz respostas valiosas de quase 500 líderes globais sobre como as organizações lidam com um cenário desafiador: as transformações rápidas, a escassez de talentos e o forte impacto das novas tecnologias.

O foco principal do momento recai com muito cuidado sobre a qualidade da liderança em todos os níveis organizacionais. Em tempos de incerteza, preparar líderes para conectar propósito ao desempenho é a chave de ouro para transformar os desafios diários em grandes oportunidades de crescimento humano e de negócios.

Os principais desafios organizacionais e de recursos humanos

A pesquisa revela que o desenvolvimento de lideranças deixou de ser uma função de apoio técnico para se tornar um verdadeiro multiplicador de negócios: impacta diretamente a cultura e os resultados. Ao observar os desafios gerais das empresas, nota-se uma distribuição interessante de prioridades apontadas pelos participantes do estudo.

  • Construção de capacidades de liderança com 48%;
  • Apoio à mudança e agilidade, apontado por 36%;
  • Impulso ao desempenho organizacional com 31%;
  • Melhoria do engajamento e retenção, lembrado por 23%;
  • Gestão do impacto da inteligência artificial na força de trabalho, com 21%.

No que diz respeito aos objetivos diretos da área de recursos humanos, o cenário segue uma linha estratégica bastante semelhante.

  • Desenvolver a força e o preparo da liderança alcança 69%;
  • Capacitar a inovação e a adaptação à mudança atinge 60%;
  • Reter profissionais de alto desempenho também conta com 60%;
  • Atrair trabalhadores com as habilidades necessárias soma 46%;
  • Proporcionar uma excelente experiência ao colaborador fica com 38%.

A liderança atua como um alicerce sólido: sustenta todos os outros indicadores da organização, exigindo profissionais centrados nas pessoas e plenamente preparados para o futuro do trabalho.

Um olhar atento sobre contratação, retenção e engajamento

A contratação e a retenção de talentos permanecem como obstáculos significativos no ambiente corporativo moderno. O levantamento aponta que 80% dos respondentes acreditam que contratar continuará sendo uma tarefa difícil em 2026, enquanto 83% enxergam a retenção como um desafio constante.

As maiores dificuldades encontradas na hora de atrair e contratar profissionais incluem as seguintes questões práticas.

  • Encontrar pessoas com bom alinhamento cultural, com 45%;
  • Alta concorrência por talentos altamente desejáveis, chegando a 42%;
  • Reserva de talentos limitada de forma geral no mercado, marcando 40%;
  • Candidatos sem as habilidades técnicas ou comportamentais necessárias, com 37%;
  • Incapacidade de oferecer pacotes de remuneração ou benefícios competitivos, apontada por 35%.

Para o outro lado da moeda, os principais motivos que dificultam a manutenção dos colaboradores na empresa são detalhados a seguir.

  • Limitações evidentes no potencial de crescimento na carreira, com 47%;
  • Problemas sérios de esgotamento e sobrecarga de trabalho, também com 47%;
  • Insatisfação clara com a qualidade da liderança atual, somando 40%;
  • Ofertas melhores e mais atrativas de organizações externas, com 39%;
  • Fatores econômicos externos, como o alto custo de vida, atingindo 36%.

Para cuidar bem do engajamento e do moral da equipe, é importante investir em fatores, como: uma comunicação empática, clareza no plano de carreira e um ambiente que promova o bem-estar e a segurança psicológica de todos.

As competências de liderança: o cenário atual e o futuro

O desenvolvimento de líderes está sendo redefinido de forma muito especial em torno da conexão genuína e da adaptabilidade. As competências mais valorizadas para 2026 refletem uma enorme necessidade de focar na gestão humanizada, conforme os dados apresentados.

  • Coaching e mentoria constante de pessoas lideram com 48%;
  • Comunicação empática e eficaz vem logo atrás com 47%;
  • Liderança ativa de iniciativas de mudança atinge 40%;
  • Adaptação rápida a novos desafios soma 38%;
  • Desenvolvimento focado nas habilidades das pessoas alcança 34%;
  • Aproveitamento prático da inteligência artificial e de tecnologias emergentes fecha a lista com 33%.

Olhando para o amanhã, os gestores precisarão combinar pensamento estratégico e inovador com agilidade mental, mentalidade de crescimento e grande inteligência cultural. A colaboração continuará sendo um pilar fundamental para construir ambientes de alta confiança.

A gestão do orçamento de treinamento corporativo

Apesar das frequentes incertezas econômicas, existe um otimismo cauteloso e positivo em relação aos investimentos em educação corporativa. A previsão da pesquisa indica um aumento de 6,5% nos gastos gerais com capacitação e aperfeiçoamento para o próximo ano. Os fatores externos e internos que mais impactam esses orçamentos englobam os seguintes itens principais.

  • Condições econômicas gerais do mercado, com 46%;
  • Desempenho financeiro e de negócios da própria empresa, marcando 45%;
  • Necessidades urgentes de desenvolvimento da força de trabalho, chegando a 41%;
  • Pressões de inflação e o aumento constante de custos, com 40%;
  • Mudanças naturais na direção estratégica da organização, apontadas por 36%.

Na hora de tomar a decisão entre comprar soluções prontas ou construir programas internamente, 55% das empresas preferem desenvolver as próprias jornadas de liderança, contra 45% que optam por adquirir materiais de mercado. Além disso, 59% dos treinamentos conduzidos por instrutores utilizarão abordagens totalmente personalizadas, evidenciando uma busca contínua por conteúdos perfeitamente alinhados à cultura local.

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O público-alvo e os formatos de entrega ideais

Os dados deixam evidente que a jornada de aprendizagem precisa começar cedo e acolher o colaborador em todas as suas fases. As maiores prioridades de desenvolvimento estão direcionadas para os gerentes de linha de frente com 52%, os gestores de nível médio com 48% e os líderes emergentes em início de jornada com 46%.

Contudo, apenas cerca de uma em cada cinco organizações classifica a qualidade de seus recursos atuais de capacitação como alta. Esse dado aponta uma lacuna clara: há um espaço imenso para aprimorar o carinho e a excelência na execução dos programas educacionais.

Em relação aos formatos de entrega mais aguardados para 2026, nota-se um equilíbrio muito saudável entre as modalidades.

  • Treinamento presencial e tradicional conduzido por instrutor representa 41%;
  • E-learning realizado no próprio ritmo do aluno soma 30%;
  • Treinamento virtual síncrono conduzido por instrutor fica com 29%.

Os conteúdos curtos para o dia a dia, conhecidos como microlearning, apresentam resultados que exigem atenção. Para 47% dos respondentes, essas soluções rápidas são apenas um tanto eficazes, enquanto somente 8% as consideram muito eficazes. Dicas úteis, vídeos rápidos e infográficos visuais são vistos como os formatos mais atrativos para essas pílulas de conhecimento.

Em relação aos modelos de aquisição comercial, as assinaturas anuais de plataformas atraem 42% do público devido ao ótimo custo-benefício, embora existam preocupações reais com a manutenção do interesse dos alunos a longo prazo.

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A aplicação prática e a mensuração de resultados

Um dos desafios mais instigantes do desenvolvimento organizacional continua sendo garantir que o aprendizado saia da teoria e ganhe vida na rotina de trabalho. A aplicação das novas habilidades no dia a dia ocorre nas proporções listadas abaixo.

  • Em grau moderado para 55%;
  • Em grande grau para 21%;
  • Em pequeno grau para 20%;
  • Em grau muito grande para apenas 3%;
  • Em nenhum grau para 1%.

A mensuração de resultados e do verdadeiro impacto é outra área crítica que pede evolução tecnológica e metodológica. As práticas atuais de medição recebem avaliações mornas: são consideradas um tanto eficazes por 48% das companhias e não eficazes por 23%, com meros 4% classificando seus métodos como muito eficazes.

Para garantir retornos encantadores e efetivos, é indispensável conectar as trilhas de aprendizado aos grandes objetivos do negócio e apoiar, de perto, as mudanças comportamentais da equipe.

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