IA na educação corporativa em 2026: o que o AI in Learning & Development Report revela

O AI in L&D Report 2026 revela que 87% dos profissionais de T&D já usam IA no trabalho. Descubra os principais dados sobre adoção, barreiras, agentic AI e o futuro da educação corporativa nas empresas.

24/02/2026
10 min

A inteligência artificial já saiu do modo experimental e virou rotina para a maioria dos times de aprendizagem e desenvolvimento. Para uma parcela crescente de organizações, a IA na educação corporativa deixou de ser um experimento pontual e começou a se comportar como infraestrutura operacional real.

O AI in Learning & Development Report 2026, produzido pela Synthesia em parceria com especialistas globais em T&D, traz dados inéditos sobre como os profissionais da área estão usando, planejando e expandindo o uso de IA nas suas rotinas.

São 421 respondentes, mais de 20.000 pontos de dados e uma visão bastante honesta sobre o que está funcionando, o que ainda trava e o que vem por aí.

Como o estudo foi feito e quem participou

A pesquisa foi realizada entre outubro e novembro de 2025 com profissionais de Learning & Development do mundo inteiro, distribuída pela audiência da Synthesia, pela rede da Dra. Philippa Hardman e por comunidades de T&D e design instrucional.

Com 421 respostas coletadas, o estudo oferece margem de erro de ±5% a 95% de confiança, o suficiente para resultados direcionalmente confiáveis.

O perfil dos respondentes tem viés para organizações maiores: quase metade trabalha em empresas com 1.000 ou mais colaboradores, e 28% em organizações com 5.000+.

Vale também saber que a amostra tende a superrepresentar os early adopters (que são os adotantes iniciais, ou seja: pessoas ou empresas que utilizam novas tecnologias, produtos ou serviços logo no lançamento, antes da maioria do público), já que circulou principalmente em redes mais avançadas em IA. Por isso, os números podem ser um pouco acima da média do mercado geral.

Da experimentação ao cotidiano: onde está a adoção de IA em T&D?

Gráfico mostrando o uso de ferramentas de IA em times de P&D, com 57% usando ativamente, 30% em estágios iniciais e menores porcentagens explorando ou bloqueados por barreiras internas.

O dado mais marcante do relatório é simples: 87% dos respondentes já usam IA no trabalho, e só 2% não têm planos de adoção. Esse dados nos mostra que o debate em educação corporativa não é mais “se vamos usar IA”, mas “como vamos usar melhor”.

Quando se olha para a maturidade dos times, o cenário é heterogêneo:

  • 36% se descrevem em fases de experimentação ou pilotos;
  • 39% já usam IA em fluxos de trabalho específicos e definidos;
  • 9% começaram a escalar o uso para toda a organização;
  • 6% afirmam estar totalmente integrados ou com mentalidade “AI-first”;
  • Apenas 1% diz não usar IA em nenhum nível.

Como a Dra. Philippa Hardman resume no relatório:

A maturidade está subindo, mas de forma desigual. Muitos times ainda estão no começo da jornada, enquanto um grupo menor avança em ritmo acelerado.

Em termos de ferramentas, o ChatGPT lidera com 74%, seguido pelo Microsoft Copilot (54%), Gemini (39%), NotebookLM (33%), Claude (29%) e Perplexity (25%).

Só 2% dizem não usar nenhuma ferramenta de IA de propósito geral no trabalho de T&D.

Como a IA está sendo usada na educação corporativa?

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Os usos mais frequentes se concentram nas etapas de design e desenvolvimento do modelo ADDIE, com mais de 65% dos respondentes usando IA rotineiramente para criar materiais de aprendizagem.

As aplicações mais populares de IA na educação corporativa são:

  • Geração de voz/text-to-speech: 63%;
  • Criação de conteúdo e quizzes: 60%;
  • Produção de vídeo: 52%;
  • Tradução e localização: 38%.

A velocidade ainda é o principal motivo de adoção: 84% citam produção mais rápida como o maior incentivo.

Mas o relatório deixa claro que a IA na educação corporativa já vai além disso: 66% usam IA para melhorar a experiência do aprendiz, 40% para reduzir carga administrativa e 39% para fortalecer a estratégia de T&D.

40% dos times também já usam assistentes de busca e gestão de conhecimento baseados em IA, um sinal de que o suporte ao colaborador começa a acontecer fora das trilhas formais de aprendizagem.

Gráfico que mostra as etapas do modelo ADDIE (Analisar, Projetar, Desenvolver, Implementar, Avaliar) em diferentes estágios de uso por equipes usando ferramentas de IA, destacando a importância de cada fase para o sucesso de projetos de desenvolvimento de aprendizagem.

O valor que a IA entrega hoje e o que vem nos próximos dois anos

Atualmente, o valor mais percebido é eficiência: 88% reportam economia de tempo na criação de conteúdo. Mas o relatório mostra que outros benefícios já aparecem com consistência:

  • Benefícios financeiros e redução de custos: 45%;
  • Impacto direto no negócio (entrega mais rápida, maior volume, melhor alinhamento com stakeholders): 41%;
  • Melhora no engajamento e satisfação do aprendiz: 40%;
  • Ganhos em tradução e adaptação regional: 32%.

Para os próximos dois anos, a expectativa muda bastante: 72% projetam que a IA vai entregar aprendizado mais personalizado (ante 24% que já veem isso hoje).

Outras expectativas que crescem expressivamente são:

  • Maior alcance interno (mais colaboradores treinados): 65%;
  • Melhora em engajamento e satisfação: 56%;
  • Impacto mais claro no negócio: 55%;
  • Localização e alcance global mais fáceis: 54%.

Como Kevin Alster, Advisor Estratégico da Synthesia, observa no relatório:

O valor da IA em T&D hoje está na velocidade, mas o futuro vai ser definido por aprendizado personalizado e adaptativo, que responde ao contexto e à necessidade de cada pessoa, não a um padrão único.

Casos de uso em expansão: do conteúdo estático à aprendizagem inteligente

Gráfico mostrando o uso de IA em equipe de P&D, incluindo criação de vídeo, tradução, avaliações e tutoriais, destacando diferentes etapas de adoção de IA.

O próximo ciclo de adoção aponta para experiências mais adaptativas e centradas no aprendiz. Os casos de uso que mais crescem em piloto e planejamento são:

No modelo ADDIE, o uso já é forte em design (66% em uso) e desenvolvimento (65% em uso), com expansão clara para as fases de implementação e avaliação, onde o interesse de exploração está crescendo de forma consistente.

Orçamento, barreiras e o que ainda trava a evolução

Gráfico mostrando os obstáculos internos na adoção de bloqueadores de IA, com destaque para segurança e precisão, abordando desafios como falta de expertise e suporte.

O investimento em IA na educação corporativa ainda é baixo e, muitas vezes, pouco visível:

  • 26% alocam apenas 1–5% do orçamento de T&D para IA;
  • 15% alocam 6–10%;
  • 30% simplesmente não sabem quanto está sendo gasto.

Para os próximos 12–18 meses, a parcela que espera investir “zero” cai de 13% para 5%, indicando que o orçamento de treinamento começa a tentar acompanhar a adoção.

As principais barreiras identificadas pelo estudo são:

  • Segurança: 58%;
  • Preocupações com acurácia: 52%;
  • Falta de expertise interna: 46%;
  • Desafios de integração técnica: 46%;
  • Aprovações de orçamento: 44%;
  • Restrições legais: 41%;
  • Resistência de stakeholders: 29%;
  • Dificuldade em provar ROI: 23%.

6% dizem não enfrentar nenhum bloqueio interno.

A cultura organizacional ajuda, mas a operação nem sempre acompanha: 74% dizem que a empresa incentiva a experimentação com IA, porém apenas 45% sentem que a área de TI habilita ativamente essa adoção em T&D.

Em dados sensíveis, 59% evitam usar dados pessoais do aprendiz com ferramentas de IA, e 18% afirmam que o processo de aprovação é incerto — um alerta importante para a governança.

O futuro do ecossistema: o LMS ainda é o centro?

O relatório abre um debate relevante para quem pensa na arquitetura de educação corporativa: 47% acreditam que o LMS continuará como espinha dorsal do ecossistema de aprendizagem nos próximos três anos.

A visão que emerge não é de substituição, mas de redistribuição: o LMS se torna uma parte de um ecossistema mais conectado, onde conteúdo, dados e serviços de IA transitam com mais liberdade entre as ferramentas.

Sobre onde a IA vai “morar” nesse ecossistema, as opiniões ficam bem divididas:

  • Embutida no LMS ou LXP: 19%;
  • Camada agentic entre sistemas: 19%;
  • Embutida em ferramentas de produtividade: 17%;
  • Plataformas standalone de IA: 17%;
  • 27% simplesmente ainda não sabem.

Essa incerteza reflete um mercado que evolui mais rápido do que qualquer padrão consegue se consolidar.

Agentic AI na educação corporativa: interesse alto

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A agentic AI — a IA capaz de agir de forma mais autônoma para executar tarefas — atrai atenção: 27% dos respondentes estão animados e já exploram, 39% estão interessados com cautela e 29% dizem que precisam aprender mais. Só 4% se dizem preocupados, e ninguém rejeita a ideia completamente.

As frentes mais exploradas são:

  • Tutores de IA: 49%;
  • Coaching e mentoria: 43%;
  • Orientação personalizada: 43%;
  • Automação administrativa: 38%;
  • Agentes de criação de cursos: 37%;
  • Avaliações automatizadas: 34%.

O que os times de T&D precisam fazer agora?

O relatório aponta que o movimento dos times está saindo de “conversa sobre IA” para desenvolvimento prático de capacidade. O foco mudou para habilidades concretas: prompting, design apoiado por IA e integração das ferramentas nos fluxos cotidianos.

Os tipos de suporte mais pedidos pelos respondentes são:

  • Treinamento em habilidades de IA e design instrucional: 67%;
  • Orientação sobre fluxos de trabalho de T&D com IA: 63%;
  • Medição de impacto e resultados: 63%;
  • Apoio para integração tecnológica: 50%;
  • Responsabilidade e ética no uso de IA: 44%.

A pressão para provar valor é crescente: 63% dizem precisar de suporte para medir impacto — e não apenas velocidade —, o que reforça a importância de construir indicadores além do tempo economizado.

Com base nos achados do relatório, um roteiro coerente para os times de T&D em 2026 inclui:

  • Padronizar fluxos com IA por meio de playbooks, templates compartilhados e checkpoints de revisão humana;
  • Priorizar casos de uso com impacto direto no aprendiz, como personalização, suporte em fluxo de trabalho, simulações e avaliações mais inteligentes;
  • Tratar integração e governança como projeto estruturado, com responsabilidades claras entre T&D, TI, jurídico e segurança;
  • Medir valor com indicadores além do tempo economizado, incluindo engajamento, alcance, consistência de localização e conexão com performance;
  • Desenvolver capacidade interna em prompting, design com IA, curadoria de conteúdo, controle de qualidade e tomada de decisão orientada a dados.

O que o relatório nos diz sobre o futuro de T&D

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O dado final mais revelador: 72% acreditam que a área de T&D vai sobreviver e prosperar ao adaptar seu papel, e 58% dizem que a IA já dá mais influência estratégica para a função.

Existe preocupação, pois 29% concordam que a IA pode corroer o valor único dos profissionais de T&D, mas o otimismo é claramente maior.

O que ainda preocupa é o ritmo: apenas 34% sentem que a velocidade das mudanças em IA é administrável. Isso não é sinal de resistência, mas de um mercado que reconhece a complexidade do que está construindo e sabe que o diferencial não está nas ferramentas, mas na capacidade humana de usá-las com intencionalidade, ética e foco em quem aprende.

A Dra. Philippa Hardman deixa o alerta mais importante do relatório: o risco não é o baixo uso da IA, mas o uso raso que não evolui para uma prática orientada por dados e por resultados.

Governança, integração e capacidade humana precisam acompanhar a adoção, com o humano mantendo o controle sobre ciência da aprendizagem, julgamento contextual, padrões éticos e garantia de qualidade.

Como Kristen Budd, Learning Experience Designer da Synthesia, resume com precisão:

É possível automatizar a produção, mas não é possível terceirizar a cognição. O toque humano — a capacidade de desenhar com significado, com ética e com intenção — é o que vai manter o valor de T&D crescendo na era da IA.

Da leitura à prática: conheça os recursos de IA da Twygo

Ler os dados do relatório é o primeiro passo. O segundo é colocar tudo isso em movimento dentro da sua própria operação de treinamento — e é exatamente aí que a Twygo entra.

Nossa plataforma de criação e gestão de treinamentos já conta com recursos nativos de IA que respondem diretamente às tendências apontadas pelo estudo: o estúdio de criação com IA e o agente de atendimento com IA.

O estúdio de criação resolve um dos maiores gargalos de qualquer time de T&D: transformar conhecimento em conteúdo de aprendizagem de forma rápida, sem abrir mão da qualidade.

Com ele, é possível gerar materiais do zero ou aproveitar seus PDFs e PPT internos.

Assim, é possível dar escala à produção sem depender de uma equipe grande ou de ferramentas externas espalhadas, porque tudo fica integrado na plataforma da Twygo.

Já o agente de atendimento com IA leva o suporte ao aprendiz para outro nível: disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, ele responde dúvidas com base em todos os materiais disponibilizados no seu ambiente de aprendizagem.

Assim, ele orienta o colaborador dentro da plataforma e garante que ninguém trave no meio do aprendizado por falta de resposta. É exatamente o tipo de suporte em fluxo de trabalho que o relatório aponta como uma das maiores apostas para os próximos dois anos.

Quer ver como esses recursos funcionam na prática? Conheça o estúdio de criação e o agente de atendimento com IA da Twygo, que fazem parte da Soph.IA da Twygo, e descubra como a sua empresa pode sair da experimentação para a escala real em educação corporativa.

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Perguntas frequentes sobre IA na educação corporativa em 2026: o que o AI in Learning & Development Report revela

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O que é a IA na educação corporativa?

É o uso de ferramentas de inteligência artificial para criar, personalizar, distribuir e avaliar treinamentos e experiências de aprendizagem dentro das organizações, aumentando velocidade, alcance e impacto das iniciativas de T&D.

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Qual o percentual de times de T&D que já usam IA?

Segundo o AI in L&D Report 2026, 87% dos profissionais de T&D já usam IA no trabalho, e 57% afirmam usar ativamente em fluxos definidos.

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Quais são as maiores barreiras para adotar IA em treinamentos corporativos?

As principais são: segurança (58%), preocupações com acurácia (52%), falta de expertise interna (46%), desafios de integração (46%) e aprovações de orçamento (44%).

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O LMS vai deixar de existir com a chegada da IA?

O relatório indica redistribuição, não substituição. Apenas 47% acreditam que o LMS continuará como espinha dorsal do ecossistema nos próximos três anos, mas o movimento é de um ecossistema mais conectado e distribuído, não de abandono da plataforma.

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O que é agentic AI em T&D?

É a IA capaz de agir de forma mais autônoma para executar tarefas de aprendizagem, como tutoria, orientação personalizada, automação de tarefas administrativas e criação de cursos. 49% dos times já exploram tutores de IA como primeira frente de agentic AI.

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