Planejamento de treinamentos 2026: pilares e estratégias eficazes na sua empresa

Aprenda a planejar treinamentos com mais estratégia, alinhando objetivos do negócio, perfis dos colaboradores e formatos didáticos que realmente geram resultado — sem enrolação e com impacto real.

Quando pensamos em planejamento de treinamentos, é comum cairmos na armadilha do “inventário de habilidades”: uma lista extensa de cursos e workshops que, no papel, parece perfeita, mas na prática não move os ponteiros do negócio.

Até pouco tempo atrás, o mercado operava com o que a estrategista Thays Maia chama de “mentalidade da solução mágica”: a crença de que um treinamento pontual, uma palestra com um guru ou uma nova ferramenta de tecnologia resolveriam, sozinhos, problemas estruturais complexos.

O cenário de T&D mudou. Para 2026 e além, planejar requer muito mais do que preencher um cronograma anual. Cada vez mais, precisamos construir um sistema que garante que o aprendizado gere performance previsível. Se você quer transformar sua área de T&D em um parceiro estratégico do negócio, precisa parar de tratar sintomas e começar a diagnosticar a causa raiz.

Neste artigo, vamos explorar como estruturar um planejamento eficaz baseado na Engenharia dos Três Pilares: Pessoas, Processos e Performance.

Sem um planejamento claro, o risco é acabar gastando tempo e dinheiro em treinamentos que não trazem resultados concretos para a empresa. Quer saber mais sobre o assunto? Então, boa leitura!

Imagem mostrando um checklist para planejamento de T&D em um laptop, destacando a importância de seguir etapas estratégicas para eficácia.

O que é o planejamento de treinamentos?

O planejamento de treinamentos é o processo de organizar e estruturar todas as etapas que envolvem um treinamento corporativo, desde a identificação das necessidades até a avaliação dos resultados.

Imagine que o planejamento é como construir uma casa: você não começa a levantar as paredes sem antes fazer um projeto bem detalhado. No treinamento, é a mesma coisa! É necessário primeiro identificar o que precisa ser melhorado, quais objetivos de aprendizado devem ser atingidos e quais serão os métodos e ferramentas utilizados para isso.

Outro ponto importante é que o planejamento de treinamentos não deve ser feito isoladamente. É preciso alinhar as expectativas com gestores e líderes para entender quais são as metas estratégicas da empresa e como os treinamentos podem ajudar a alcançar essas metas.

Esse alinhamento garante que os programas de desenvolvimento estejam contribuindo diretamente para o crescimento do negócio e que cada colaborador saiba exatamente o que se espera dele após o treinamento.

Um bom planejamento de treinamentos também leva em consideração quem será treinado, o cronograma a ser seguido, os recursos necessários e os métodos de ensino, como treinamentos presenciais, online ou uma mistura dos dois (blended learning).

E não para por aí! Depois de tudo isso, é importante pensar na avaliação e mensuração dos resultados para saber se o treinamento realmente gerou impacto. Ou seja, é um processo que começa antes mesmo do treinamento acontecer e continua depois que ele termina.

No final das contas, o planejamento é o que transforma um treinamento comum em algo estratégico, que realmente desenvolve os colaboradores e traz benefícios para a empresa. Ele é a base para garantir que o investimento em T&D traga resultados tangíveis e duradouros, tanto para os profissionais quanto para o negócio como um todo.

A falha do modelo tradicional: conteúdo não corrige estrutura

Até pouco tempo, era comum que o planejamento fosse focado em volume: quantos cursos oferecer, quantas horas treinar, mas o mercado mudou.

Segundo Thays Maia, especialista em estratégia de T&D, muitas empresas tentam corrigir problemas estruturais com conteúdo. Por exemplo: percebem que a equipe não colabora e contratam um workshop de team building, sem notar que o sistema de metas da empresa é individual e competitivo.

“Conteúdo não corrige estrutura. Adicionar conteúdo a um sistema mal desenhado vai trazer para o colaborador uma sobrecarga cognitiva e nenhuma aplicação prática.” — Thays Maia

Para planejar treinamentos eficazes hoje, você precisa adotar a Engenharia dos Três Pilares. Vamos conhecer cada um deles e ver como aplicar na prática.

Estratégias para planejamento de treinamentos corporativos

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Para planejar treinamentos eficazes, você deve adotar estratégias que garantam que o processo de aprendizagem atenda às necessidades dos colaboradores e os objetivos da empresa.

A seguir, vamos compartilhar algumas das melhores estratégias para planejar treinamentos que realmente fazem a diferença:

Pilar 1: Pessoas (o centro da estratégia)

Tudo começa com as pessoas. Antes de definir “o que” treinar, defina “para quem” e “por quê”. O objetivo aqui é identificar se a lacuna é de conhecimento (saber) ou de habilidade (fazer).

“A mentalidade da solução mágica é a crença de que um curso, uma plataforma ou um workshop com um ‘guru’ vão resolver, sozinhos, problemas de desenho organizacional”, explica Thays.

Veja como executar este pilar:

1. Identifique as necessidades reais (LNT)

Tudo começa com a identificação das necessidades de treinamento. Essa etapa envolve entender quais competências e habilidades precisam ser desenvolvidas ou aprimoradas em cada colaborador ou equipe.

Um bom ponto de partida é realizar avaliações de desempenho, entrevistas com gestores e pesquisas com os próprios colaboradores. Dessa forma, você consegue mapear as lacunas de competências e definir exatamente quais temas devem ser abordados.

Durante a palestra ao vivo que tivemos com a Thays, ela reforça que erro comum é pular essa etapa e ir direto para a produção do conteúdo. O T&D requer estratégia para que possa gerar resultados reais.

2. Envolva gestores e líderes

Os gestores e líderes conhecem o dia a dia de suas equipes e têm uma visão estratégica sobre o que precisa ser desenvolvido em cada colaborador. Por isso, envolva essas pessoas no processo de planejamento. Elas podem ajudar a definir prioridades, ajustar os objetivos e até apoiar na implementação do treinamento, incentivando a adesão dos colaboradores.

Líderes que se envolvem no processo mostram que o treinamento é uma prioridade para toda a empresa, e não apenas uma responsabilidade do RH ou do time de T&D.

3. Defina metas e objetivos claros

Uma vez identificadas as necessidades, pergunte-se: qual comportamento crítico precisa mudar? Estabeleça objetivos mensuráveis, como “aumentar a proficiência no software X” ou “melhorar a liderança humanizada”.

Dica de ouro: temas comportamentais são urgentes. A saúde mental, por exemplo, é base para qualquer aprendizado, pois sem segurança psicológica, o colaborador não aplica o novo conhecimento.

Pilar 2: Processos (garantindo a consistência)

O processo é o sistema que garante que a intenção de aprender vire rotina de trabalho. Não adianta treinar o líder sobre “feedback” se não existe um processo ou ritual na empresa onde ele possa exercer isso.

“O processo de T&D é o sistema que garante que a nova competência desenvolvida seja usada para mover um ponteiro de resultado.” — Thays Maia

4. Alinhe o treinamento aos objetivos da empresa

Os treinamentos devem sempre estar alinhados aos objetivos estratégicos da empresa. Isso significa que o conteúdo precisa estar conectado aos resultados que a empresa espera alcançar. Por exemplo, se a meta do ano é expandir para novos mercados, os treinamentos podem ser voltados para capacitar a equipe de vendas com técnicas de prospecção internacional, por exemplo.

Esse alinhamento evita que o treinamento seja visto como algo isolado e desconectado das atividades do dia a dia e mostra para os colaboradores que o desenvolvimento deles é uma prioridade para o crescimento da empresa.

5. Escolha metodologias e formatos adequados

Aqui é onde o planejamento realmente começa a ganhar vida. Para que o treinamento tenha um impacto real, escolha formatos e metodologias que façam sentido para o público-alvo. Algumas pessoas aprendem melhor com vídeos, outras com exercícios práticos, e por aí vai. Diversificar os formatos – como combinar vídeos, textos, quizzes e workshops – ajuda a atingir diferentes perfis de aprendizagem.

E não esqueça de adaptar o conteúdo ao que faz mais sentido: treinamentos mais técnicos podem exigir tutoriais práticos, enquanto treinamentos comportamentais funcionam melhor com dinâmicas em grupo e atividades interativas.

6. Crie um cronograma realista

Ninguém gosta de ter a agenda cheia de treinamentos e acabar acumulando tarefas. Por isso, criar um cronograma que leve em consideração a rotina dos colaboradores vai fazer toda a diferença – e melhor aceitação!

Sendo assim, planeje horários que não prejudiquem a produtividade do dia a dia e, se possível, ofereça flexibilidade para que eles possam acessar os conteúdos em horários mais convenientes.

Além disso, estabeleça um tempo realista para que cada módulo seja concluído e, se necessário, dê um intervalo entre um treinamento e outro para que o aprendizado possa ser aplicado na prática antes de seguir para o próximo tema.

7. Use a tecnologia a seu favor

Uma ótima forma de otimizar o planejamento e a execução dos treinamentos é contar com a tecnologia. Ferramentas como plataforma LMS (Learning Management System) ajudam a organizar o conteúdo, acompanhar o progresso dos colaboradores e até emitir certificados automaticamente.

Além disso, dá para incluir recursos interativos, ferramentas de IA, automações, gamificação e fóruns de discussão, tornando o aprendizado mais dinâmico.

Mas lembre-se: não adiantar ter plataforma sem ter estratégia! Thays ainda reforça que “a inteligência artificial sem sistema amplifica o erro. Com sistema, ela amplifica o resultado.”

Com a tecnologia certa, você consegue automatizar boa parte do processo, monitorar resultados em tempo real e ajustar o conteúdo de acordo com o desempenho dos colaboradores.

imagem para baixar o ebook de ferramentas de ia para criar conteúdos de treinamento

Pilar 3: Performance (mensurando o que importa)

O último pilar é onde a maioria dos planejamentos falha: a mensuração. Esqueça métricas de vaidade como “lista de presença”. O foco deve ser impacto.

A especialista em liderança ainda destaca na aula que “performance é traduzir o treinamento e o desenvolvimento em desempenho, fugindo daquelas métricas fracas de apenas ‘satisfação’ ou ‘NPS’.”

8. Avalie o sucesso e ajuste a rota

Depois de executar, é hora de medir. Thays Maia explica que “o que não se mede não se gerencia. Não tem como gerenciar a evolução do colaborador sem dados reais de mudança de comportamento.”

Acompanhe indicadores como taxa de conclusão, mas principalmente os impactos no desempenho.

Você precisa buscar a coerência comportamental: o colaborador está aplicando o que aprendeu? Se treinou vendas, a conversão aumentou?

Um dica valiosa é usar o modelo de Kirkpatrick para entender os níveis de avaliação dos treinamentos.

Se perceber que o resultado não veio, não tem problema! O planejamento moderno exige revisão contínua. Revise o conteúdo, ajuste o formato e tente novamente. O importante é ter os dados na mão para tomar essa decisão.

Para te ajudar a organizar esses números, é fundamental ter as ferramentas certas desde o dia 1.

imagem para clicar e baixar a planilha de indicadores de treinamento, modelo pronto e editável para usar

Quer aprender na prática como executar essas estratégias para planejamento de treinamentos

Quero te convidar a assistir a DOIS conteúdos gravados que temos sobre planejamento de treinamentos.

Twygo Connect: universidades corporativas

Aprofunde-se no assunto e aprenda, na prática, como planejar treinamentos eficientes: para isso, assista AGORA à gravação do T&D Connect de outubro.

O T&D Connect é um evento online, gratuito e com certificado que acontece a cada três meses. Nele, a Twygo e a comunidade de T&D trazem dicas práticas e acionáveis sobre os principais temas de T&D. Na edição de outubro, falamos sobre:

  • Estratégias para planejamento de treinamentos
  • Como produzir conteúdos de T&D impactantes
  • Técnicas para medir e melhorar seus treinamentos

Palestra: planejamento de Treinamento e Desenvolvimento para 2026

O segundo conteúdo é uma master class incrível feita em parceria com Thays Maia, estrategista com mais de 20 anos de experiência em liderança e inovação. Este conteúdo vai te ajudar a mergulhar ainda mais fundo e entender como aplicar a “Engenharia dos Três Pilares” na realidade da sua empresa.

Nesta palestra, ela detalha como sair da armadilha de ser apenas um “distribuidor de cursos” para se tornar um parceiro estratégico que resolve as causas reais dos problemas de negócio, e não apenas os sintomas.

Na gravação, você vai aprender como usar a Inteligência Artificial para identificar padrões de comportamento, como criar dashboards de coerência e, principalmente, como garantir que o aprendizado se transforme em performance previsível. É o conteúdo definitivo para quem quer começar 2026 com um T&D robusto e orientado a dados. Prepare o papel e a caneta, pois é uma verdadeira aula de gestão!

banner para clicar e assistir a palestra sobre planejamento de treinamento com thays, especialista em liderança

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