Competências comportamentais: 13 mais valorizadas pelas empresas em 2026
Competências comportamentais são as atitudes e comportamentos dos colaboradores, que os motivam a colocar em prática a habilidade de um determinado conhecimento, contribuindo assim para a realização do trabalho. Quando uma empresa que faz a seleção por competências
Competências comportamentais são as atitudes e comportamentos dos colaboradores, que os motivam a colocar em prática a habilidade de um determinado conhecimento, contribuindo assim para a realização do trabalho.
Quando uma empresa que faz a seleção por competências decide contratar um novo colaborador, ela analisa as competências técnicas e comportamentais dos candidatos.
Afinal, é preciso garantir que o novo colaborador realmente irá se adequar ao seu posto de trabalho. Mas o que seriam essas competências ligadas ao comportamento? Neste artigo vamos desvendar as competências comportamentais e te contar quais são as mais valorizadas atualmente pelas empresas.
O que são competências comportamentais?
As competências comportamentais (ou soft skils) são as atitudes, habilidades e conhecimentos que uma pessoa tem na relação com o outro no seu cotidiano, como age e reage a diversas situações que se apresentam para ela.
Essas habilidades estão ligadas aos comportamentos da pessoa tanto no ambiente social como empresarial, e podem determinar se um profissional é adequado ou não para determinado cargo.
As habilidades comportamentais não são facilmente adquiridas em cursos profissionalizantes ou outros tipos de educação tradicional, apenas por meio do autodesenvolvimento e de ferramentas como a mentoria.
E, quando uma empresa sente falta de uma determinada competência comportamental, mas não possui nenhum colaborador que a domine, o mais adequado é recorrer a um processo seletivo por competências ou identificar se há alguém na equipe que possa desenvolver suas soft skills.
Leia também: diferença entre competências e habilidades e como desenvolver na sua organização.
De “soft skills” para “power skills”: por que o jogo virou?
Durante muito tempo, usamos o termo soft skills (habilidades suaves) para descrever coisas como empatia, comunicação e inteligência emocional. O nome, sem querer, passava a impressão de que eram habilidades “leves”, secundárias, ou até menos importantes do que saber mexer na planilha complexa ou operar o sistema novo.
Mas, em 2026, esse conceito vem mudando. Com a IA assumindo o “braçal digital”, o comportamento humano se tornou o motor que faz o negócio andar. É por isso que grandes consultorias e especialistas globais, como a Forbes, vêm renomeando essas capacidades para Power Skills (habilidades de poder).
A lógica é simples: em um mundo onde qualquer um pode pedir para o ChatGPT escrever um e-mail técnico perfeito em segundos, o diferencial competitivo passa a ser quem tem a sensibilidade para saber se aquele e-mail deve ser enviado, qual o tom certo para não ofender o cliente e como negociar o problema que gerou a demanda.
As Power Skills são as competências que a máquina não consegue copiar. Elas envolvem julgamento ético, conexão genuína, leitura de contexto e aquela intuição que só a experiência humana traz.
Pense no seu time hoje. O profissional que mais se destaca provavelmente não é aquele que decora o manual técnico de ponta a ponta, mas sim aquele que consegue manter a calma no meio da crise, engajar os colegas em um projeto difícil e convencer a diretoria a aprovar uma ideia nova. Isso é poder. E é isso que o mercado de 2026 está buscando desesperadamente.
Benefícios de ter uma equipe com as competências comportamentais desejadas pela organização
Melhora o clima organizacional
As habilidades comportamentais valorizadas pelas empresas são atitudes que mantém o bom convívio entre os colaboradores, como a empatia, a paciência e a honestidade.
Se os colaboradores se esforçam para ter essas competências, a comunicação fica muito melhor, sem ruídos, intrigas ou mal-entendidos e por consequência, e o ambiente de trabalho fica mais agradável.
Aumenta o rendimento da equipe
Um gestor pode ter maior controle do rendimento de sua equipe quando entende como cada membro se comporta. Assim, ele consegue encaixar cada colaborador na função mais promissora e adequada às suas competências.
Dessa forma, cada colaborador vai desempenhar a função que mais se encaixa com seu perfil comportamental, e contribuir para o sucesso da equipe.
Promove a qualidade do trabalho
Se uma equipe tem colaboradores com boas competências comportamentais, logo essa equipe terá muito mais harmonia e colaboração no trabalho, o que promove mais qualidade no trabalho de todos.
Por exemplo: imagine uma equipe que dá e recebe feedbacks sem problemas, e, além disso, conseguem se aperfeiçoar com as críticas e evoluir nas entregas do seu trabalho. Que sonho, não é mesmo?
E essa é só uma das habilidades comportamentais, imagine uma equipe na qual os colaboradores têm muito mais competências a oferecer… Encontrar colaboradores assim definitivamente precisa ser uma prioridade na sua empresa!
Você pode fazer isso adotando a seleção por competências, na qual você julga os candidatos pelas habilidades comportamentais e técnicas que a sua empresa considera mais relevantes.
Mas para encontrar os profissionais certos para a sua empresa, é preciso primeiro mapear quais são as competências imprescindíveis para seu sucesso. Então, a partir disso, determinar quais competências ainda faltam na organização.
Quais os três pilares das competências comportamentais?
O termo competências começou a ser difundido em m 1996, no livro “The quest for competencies”, de Scott B. Parry. Segundo ele, as competências são combinação de conhecimentos, habilidades e atitudes que afetam a maior parte de um trabalho, que estão relacionadas com o desempenho no trabalho, que podem ser mensuradas através de padrões bem aceitos, e que podem ser melhorados através de treinamento e desenvolvimento, como você pode ver neste conteúdo da ABEPRO.
Esses elementos deram origem a um conceito chamado CHA, que é utilizado para avaliar e desenvolver o potencial de um profissional. Cada componente do CHA possui um significado específico:
- Conhecimento (C): refere-se ao conjunto de informações, teorias e conceitos que uma pessoa possui. É o “saber”, que envolve desde conhecimentos técnicos até acadêmicos, como aprender sobre novas tecnologias ou tendências do mercado.
- Habilidades (H): são as capacidades práticas que a pessoa desenvolve para aplicar o conhecimento em situações reais. Ou seja, é o “saber fazer”. Envolve destrezas manuais, práticas e competências técnicas para executar uma tarefa com eficiência.
- Atitudes (A): diz respeito ao comportamento e à postura que a pessoa adota no ambiente de trabalho. É o “querer fazer”, que inclui motivação, proatividade, responsabilidade e como a pessoa lida com desafios e interage com os outros.
O conceito CHA é amplamente usado para estruturar programas de treinamento e desenvolvimento, pois ajuda a identificar o que um colaborador deve aprender (conhecimentos), como deve aplicar (habilidades) e com que postura deve agir (atitudes) para alcançar um desempenho ideal.
Atualmente, as competências comportamentais são um dos tipos de competências mais valorizados atualmente, especialmente em contextos de mudança e transformação organizacional.
Diferenças entre as competências comportamentais e as técnicas
13 competências comportamentais mais valorizadas pelas empresas em 2016
Agora que já entendemos o contexto, vamos ao que interessa: o que as empresas estão procurando? Analisando os relatórios de tendências do Fórum Econômico Mundial e do LinkedIn para este ciclo, fica claro que a lista de desejos mudou.
As principais competências comportamentais para 2026 são:
- Liderança
- Trabalho em equipe
- Motivação
- Equilíbrio emocional
- Criatividade
- Adaptabilidade
- Boa comunicação
- Negociação
- Empatia
- Aprendizado contínuo
- Ética
- Prudência
- Proatividade
1. Liderança
Liderança deixou de ser sinônimo de cargo há bastante tempo. Em 2026, ela se consolida como uma habilidade comportamental essencial em todos os níveis da organização. Liderar é influenciar, inspirar e assumir responsabilidade, mesmo quando não se tem uma equipe formal sob gestão.
Pessoas com essa competência entendem seus próprios limites, reconhecem seus pontos fortes e sabem desenvolver o potencial de quem está ao redor. Elas assumem riscos calculados, tomam decisões difíceis quando necessário e se colocam como referência em momentos de incerteza.
Na prática, líderes se destacam quando:
- Conseguem engajar colegas em projetos desafiadores;
- Assumem a responsabilidade por erros sem terceirizar culpas;
- Mantêm o time unido e focado mesmo diante de mudanças ou pressão.
Em um cenário cada vez mais complexo, empresas precisam de pessoas que liderem pelo exemplo, com clareza, empatia e visão de futuro.
2. Trabalho em equipe
Trabalhar em equipe vai muito além de “se dar bem com todo mundo”. Essa competência envolve colaboração ativa, responsabilidade compartilhada e capacidade de construir resultados coletivos.
Trabalhar em equipe ganhou uma camada extra de dificuldade. Agora, é preciso colaborar de forma síncrona e assíncrona, com gente no escritório, gente em casa e até com “colegas” digitais (agentes de IA). Saber transitar entre esses mundos sem deixar a peteca cair é uma habilidade de ouro.
Em ambientes de trabalho cada vez mais multidisciplinares e remotos, profissionais que sabem colaborar evitam sobrecargas, reduzem retrabalho e ampliam a qualidade das entregas. Eles entendem que o sucesso individual depende do sucesso do grupo.
Pessoas com forte espírito de equipe se destacam quando:
- Compartilham informações e conhecimento de forma espontânea;
- Respeitam diferentes pontos de vista e perfis comportamentais;
- Sabem ceder quando necessário, sem perder o foco nos objetivos.
Empresas valorizam quem entende que crescer junto é mais sustentável do que crescer sozinho.
3. Motivação
Motivação não é algo que pode ser imposto. Ela nasce de dentro, a partir de propósito, significado e alinhamento entre valores pessoais e profissionais. Em 2026, essa competência comportamental se torna ainda mais relevante diante de cenários de alta pressão, mudanças constantes e excesso de estímulos.
Pessoas motivadas demonstram energia, curiosidade e disposição para enfrentar desafios. Mesmo quando fatores externos influenciam, elas mantêm uma postura ativa e comprometida com suas responsabilidades.
No dia a dia, profissionais motivados se destacam porque:
- Encaram problemas como oportunidades de aprendizado;
- Mantêm constância mesmo em tarefas menos atrativas;
- Contagiam o ambiente com atitude positiva e foco em soluções.
Mais do que buscar pessoas “animadas”, as empresas procuram profissionais que saibam sustentar a própria motivação ao longo do tempo.
4. Equilíbrio emocional
O equilíbrio emocional se tornou uma das competências comportamentais mais críticas para o futuro do trabalho. Saber lidar com emoções, pressão, frustrações e conflitos é essencial para manter a produtividade e relações saudáveis.
Mas esqueça a ideia antiga de apenas “controlar emoções”. A nova inteligência emocional é sobre leitura de ambiente, especialmente no virtual. É perceber que aquele colega ficou quieto demais na reunião do Zoom, entender as entrelinhas de um texto no Slack e criar um espaço de segurança psicológica onde o time se sinta à vontade para errar e inovar.
Profissionais emocionalmente equilibrados não ignoram sentimentos: eles sabem reconhecê-los, regulá-los e agir de forma consciente. Eles conseguem separar questões pessoais do ambiente profissional sem perder a humanidade.
Essa competência se evidencia quando a pessoa:
- Mantém a calma em situações de crise ou conflito;
- Responde com maturidade a feedbacks e críticas;
- Evita decisões impulsivas em momentos de estresse.
Em um contexto no qual saúde mental é prioridade, equilíbrio emocional deixou de ser diferencial e passou a ser necessidade.
5. Criatividade
Criatividade não está restrita ao campo artístico. Em 2026, ela é uma competência estratégica para inovação, resolução de problemas e adaptação a cenários inéditos.
Ser criativo é questionar padrões, conectar ideias aparentemente distantes e enxergar possibilidades onde outros veem limitações. Profissionais criativos observam o contexto, analisam variáveis e propõem soluções originais e viáveis.
Eles se destacam quando:
- Encontram caminhos alternativos diante de restrições;
- Sugerem melhorias em processos já consolidados;
- Transformam problemas complexos em soluções simples e eficazes.
Organizações inovadoras precisam de pessoas que pensem além do óbvio e contribuam ativamente para a evolução do negócio.
6. Adaptabilidade
Mudança deixou de ser exceção e passou a ser regra. A adaptabilidade é a capacidade de ajustar comportamentos, estratégias e expectativas diante de novos cenários, sem perder o equilíbrio emocional ou a performance.
Se o projeto mudou na segunda-feira de manhã, a adaptabilidade radical é a capacidade de respirar fundo, recalcular a rota e estar pronto para o novo desafio na terça, sem ficar preso ao “mas sempre fizemos assim”.
Profissionais adaptáveis aprendem rápido, aceitam mudanças com menos resistência e conseguem crescer mesmo em ambientes incertos. Eles entendem que flexibilidade não é perda de identidade, mas sinal de inteligência profissional.
Na prática, essa competência aparece quando a pessoa:
- Lida bem com mudanças de processos, equipes ou liderança;
- Aprende novas ferramentas e métodos com agilidade;
- Transforma situações desconfortáveis em oportunidades de crescimento.
Em um mercado em constante transformação, sobreviver e evoluir depende da capacidade de adaptação.
7. Boa comunicação
Boa comunicação não é apenas falar bem, mas transmitir mensagens com clareza, intenção e empatia, garantindo que o outro compreenda exatamente o que foi dito.
Em um mar de relatórios frios, quem consegue embalar uma ideia, um projeto ou uma mudança cultural dentro de uma narrativa envolvente ganha o jogo. É a arte de traduzir a complexidade técnica em uma linguagem que engaja e convence.
Profissionais comunicativos sabem adaptar a linguagem ao público, escolher o momento certo e ouvir com atenção. Isso reduz ruídos, evita conflitos desnecessários e melhora significativamente a produtividade.
Eles se destacam quando:
- Explicam ideias complexas de forma simples;
- Sabem ouvir antes de responder;
- Alinham expectativas e evitam interpretações equivocadas.
Em equipes distribuídas, híbridas e multidisciplinares, comunicar bem é uma competência comportamental indispensável.
8. Negociação
Negociar é buscar equilíbrio entre interesses diferentes com foco no melhor resultado coletivo. Em 2026, essa competência ganha força não apenas em áreas comerciais, mas em qualquer função que envolva decisões, conflitos ou priorização.
Bons negociadores sabem ouvir, argumentar com dados, manter a calma e construir acordos sustentáveis. Eles entendem que negociar não é vencer o outro, mas chegar a soluções que façam sentido para todos.
Essa habilidade se manifesta quando a pessoa:
- Resolve conflitos sem escalar tensões;
- Encontra pontos de consenso em discussões complexas;
- Defende ideias com firmeza, mas sem rigidez.
Empresas valorizam profissionais que sabem construir acordos e preservar relações.
9. Empatia
Empatia é a base das relações humanas no trabalho. Mais do que “se colocar no lugar do outro”, trata-se de compreender contextos, emoções e perspectivas diferentes das suas.
Profissionais empáticos constroem ambientes mais seguros, colaborativos e produtivos. Eles tomam decisões considerando impactos humanos, não apenas resultados imediatos.
No dia a dia, a empatia se revela quando:
- A pessoa escuta sem julgar;
- Respeita limites e diferenças individuais;
- Age com sensibilidade em situações delicadas.
Em um mundo corporativo cada vez mais humano, empatia é uma competência central para liderar, colaborar e desenvolver pessoas.
10. Aprendizado contínuo
A curiosidade genuína é o combustível que mantém o profissional relevante, fazendo com que ele busque ativamente novas ferramentas e metodologias sem esperar a ordem do chefe.
O aprendizado contínuo é a consciência de que nenhum conhecimento é definitivo. Em um mercado que muda rapidamente, aprender deixou de ser uma fase da carreira e passou a ser um hábito permanente.
Profissionais com essa competência buscam atualização constante, aprendem com erros e estão abertos a novos formatos de aprendizagem. Eles entendem que desenvolver novas habilidades é uma forma de manter relevância e crescimento profissional.
Eles se destacam quando:
- Buscam cursos, leituras e experiências por iniciativa própria;
- Aplicam rapidamente o que aprendem no dia a dia;
- Encaram o aprendizado como parte da rotina, não como obrigação.
Empresas que investem em aprendizagem contínua constroem equipes mais preparadas para o futuro.
11. Ética
Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. O profissional precisa ter uma bússola moral muito bem calibrada para lidar com dados sensíveis, privacidade e o uso ético das ferramentas de IA. Saber onde termina a eficiência e começa a invasão faz toda a diferença!
A ética é o alicerce da confiança nas relações profissionais. Agir de forma ética significa tomar decisões responsáveis, transparentes e alinhadas a valores coletivos.
Profissionais éticos sabem diferenciar o certo do errado mesmo quando não há supervisão. Eles cumprem acordos, respeitam regras e contribuem para um ambiente justo e confiável.
Essa competência se destaca quando a pessoa:
- Age com integridade mesmo sob pressão;
- Respeita colegas, clientes e parceiros;
- Toma decisões considerando impactos sociais e organizacionais.
Em tempos de exposição, compliance e reputação, ética é inegociável.
12. Prudência
Prudência é a capacidade de analisar cenários antes de agir. Não se trata de lentidão, mas de consciência e responsabilidade nas decisões.
Profissionais prudentes avaliam riscos, consideram consequências e evitam atitudes impulsivas que podem comprometer projetos ou relações.
Eles se destacam quando:
- Planejam antes de executar;
- Evitam decisões precipitadas em momentos críticos;
- Equilibram ousadia com responsabilidade.
Em ambientes complexos, prudência é o que garante decisões sustentáveis.
13. Proatividade
Proatividade é agir antes que o problema aconteça. É sair da postura reativa e assumir responsabilidade pelo próprio impacto na organização.
As empresas buscam pessoas que ajam como donas do problema. O intraempreendedor não espera a tarefa chegar; ele vê a oportunidade de melhoria, desenha o projeto e faz acontecer. É a morte da postura passiva do “ninguém me mandou fazer”.
Profissionais proativos observam, sugerem, ajudam e entregam mais do que o esperado. Eles não esperam ordens para contribuir e enxergam oportunidades onde outros veem rotina.
Essa competência aparece quando a pessoa:
- Propõe melhorias sem ser solicitada;
- Antecipa demandas e riscos;
- Se coloca à disposição para ajudar o time.
Empresas valorizam quem faz acontecer e impulsiona resultados de forma consciente e colaborativa.
Como identificar as competências comportamentais?
Existem diversos métodos usados para identificar as competências comportamentais em uma pessoa. Dentre os mais usados está o teste de perfil comportamental dos animais. Neste teste, normalmente guiado por um coach, o colaborador responde um questionário com diversos adjetivos ou frases e escolhe os que mais o definem. Ao final do teste, ele será encaixado em uma definição, podendo ser analítico (lobo), relacional (gato), experimental (águia) ou controlador (tubarão).
Para responder as questões, o colaborador é influenciado diretamente por seu comportamento, suas motivações, crenças e valores. Os resultados se dividem entre os perfis comportamentais que são ilustrados por quatro animais. São eles:
- Tubarão: são as pessoas proativas, focadas em agilidade e rapidez na resolução de problemas. Uma de suas principais competências comportamentais é a liderança. Essas pessoas preferem trabalhar sozinhas, podendo ser um pouco arrogantes aos olhos dos colegas. Por esse motivo, um ponto a melhorar neste perfil é a habilidade de trabalhar em equipe;
- Lobo: são os profissionais pontuais e organizados, corretos e previsíveis. Como principais competências comportamentais deste perfil estão a ética e motivação. Apesar da dificuldade em se adaptar a mudanças, sendo esta, uma das competências a melhorar.
- Gato: são as pessoas motivadas e empáticas. Gostam de resolver conflitos, mantendo o ambiente empresarial agradável. Adoram trabalhar em equipe e se sentirem reconhecidas, pois se importam muito com as opiniões dos que estão à sua volta;
- Águia: são as pessoas intuitivas e criativas, com ampla visão de futuro. São pessoas flexíveis, mas podem ser impacientes e ter dificuldade em lidar com regras. Para se aprimorar, devem focar no presente e controlar a rebeldia.
Parece muita coisa, né? Mas tudo isso é importante para conhecer as competências comportamentais de um colaborador. Pode-se dizer que não existem competências melhores ou piores, apenas as competências certas para os cargos certos.
O “efeito IA”: como a tecnologia pressiona o comportamento humano
Você já parou para pensar por que estamos falando tanto de comportamento justamente agora, quando a tecnologia está no seu auge? Pode parecer contraditório, mas é um movimento natural de compensação do mercado.
O que chamamos de “Efeito IA” é um fenômeno simples: à medida que a inteligência artificial avança e domina as tarefas técnicas, lógicas e repetitivas, o valor dessas habilidades cai. Se todo mundo tem acesso a um assistente que escreve códigos, traduz textos e analisa planilhas em segundos, saber fazer isso deixa de ser um diferencial raro.
Automaticamente, o mercado começa a procurar o que está em falta. E o que está em falta é o que a máquina (ainda) não faz bem: julgamento moral, negociação complexa, empatia e gestão de crises humanas.
A tecnologia pressiona o profissional a subir a régua. Antes, você podia ser um excelente analista técnico, mesmo sendo uma pessoa difícil de lidar, porque seu conhecimento técnico era insubstituível. Hoje, a IA cobre essa parte técnica. Se o comportamento não acompanhar, a relevância desse profissional desaparece.
Como desenvolver competências comportamentais (que são subjetivas)?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares no T&D. Afinal, é fácil ensinar alguém a usar o Excel: você mostra o comando, a pessoa repete e pronto. Mas como se ensina empatia? Como se treina resiliência?
Muitas empresas ainda caem no erro de achar que soft skill é dom, “ou a pessoa tem, ou não tem” e isso é um mito perigoso. Comportamento é treinável, sim, mas exige uma metodologia diferente, baseada em vivência e reflexão, não apenas em teoria.
Inteligência e bom currículo técnico nada têm a ver com competências comportamentais. Um profissional pode ser muito bom desenvolvendo suas atividades no aspecto técnico e ainda assim não ter um comportamento adequado ao ambiente de trabalho.
A pessoa deve saber reconhecer em si as competências que precisa desenvolver e trabalhar nisso. Algumas atitudes que podem ajudar são:
- Ser sincero;
- Buscar ter empatia com as pessoas;
- Controlar as emoções;
- Saber dar e receber feedbacks de forma pacífica e construtiva;
- Ser proativo e estar pronto para ajudar quem precisa.
Essas atitudes podem ser tomadas pelo colaborador para seu autodesenvolvimento, mas a liderança também pode ter atitudes que ajudem a promover as competências comportamentais nos colaboradores.
Algumas ações podem ser:
Desenvolver um PDI
O plano de desenvolvimento individual pode te ajudar no desenvolvimento de competências comportamentais. Isso acontece porque o PDI funciona como guia para capacitar colaboradores de acordo com seus objetivos profissionais e necessidades da empresa. O principal objetivo é ajudar o colaborador a crescer profissionalmente.
Se você precisa de ajuda para criar um PDI, nós temos um modelo pronto para você preencher e começar a usar agora mesmo! Baixe gratuitamente:
Palestras
Você pode promover palestras na empresa que foquem nas habilidades comportamentais e em quais são as atitudes dos bons profissionais no mercado de trabalho. As palestras inspiram e motivam os colaboradores e é sempre bom trazer de tempos em tempos para renovar as energias.
Feedbacks
A competência comportamental é invisível para quem a pratica e, muitas vezes, a pessoa não percebe que foi rude ou que não escutou o colega.
Por isso, as reuniões de feedback com os colaboradores são uma peça essencial no desenvolvimento deles. O líder pode criar momentos específicos para encontrar o colaborador e ter uma conversa sobre o desenvolvimento dele na empresa, tanto técnica quanto comportamentalmente.
Ele pode pontuar as competências comportamentais que o colaborador já tem e as que ele precisa desenvolver, acompanhando o liderado e o ajudando a se aperfeiçoar ao longo do tempo.
Criar rituais onde o time se sente confortável para dar toques rápidos e construtivos (“olha, naquela reunião você interrompeu fulano três vezes”) é a forma mais rápida de corrigir rotas e evoluir comportamentos.
O poder das simulações e do roleplay
Ninguém aprende a nadar lendo um livro sobre natação. Comportamento se aprende na prática, por isso que criar ambientes seguros de simulação (roleplay) ajuda demais!
Pode ser uma dinâmica de grupo onde simulamos um cliente irritado ou, usando a tecnologia a nosso favor, ferramentas de IA que criam cenários de conversa para o colaborador treinar argumentação antes de ir para o jogo real.
Treinamentos especializados
Também é possível fazer treinamentos focados nas habilidades comportamentais, com exercícios que ajudem na percepção das habilidades comportamentais e em como trabalhar para conseguir exercer essas competências.
Inclusive, no benchmarking em T&D no Brasil, feito aqui pela Twygo, 45% dos profissionais que responderam à pesquisa afirmam que a principal necessidade de treinamento em suas empresas refere-se à soft skills.
Nesse sentido, as plataformas de treinamento online se mostram como grandes aliadas das empresas para o desenvolvimento de competências comportamentais. Isso porque, com treinamentos EAD, colaboradores têm autonomia para assistir quando e onde quiserem, cumprindo uma jornada de aprendizagem que se encaixa na rotina. Além disso, os cursos online ajudam a reduzir custos de locação de espaço e deslocamento, mantendo seu orçamento em dia.
Se você quiser entender melhor como uma plataforma online pode ajudar nas capacitações da sua empresa, podemos te ajudar! A Twygo é uma plataforma LMS na nuvem que oferece controle de treinamentos, facilidade na execução de capacitações e geração de insights para o desenvolvimento de pessoas.
- A Twygo é fácil de usar e vem 100% pronta para utilização desde o primeiro dia (você não vai precisar de socorro do time de TI);
- Você tem acesso a Soph.ia, com recursos de IA para criar cursos narrados em vídeo;
- Conheça o Agente de Atendimento, um agente de IA para tirar dúvidas sobre os conteúdos da sua empresa;
- Automatizar tarefas e lembretes para reforçar o engajamento;
- Você pode adaptar o visual do ambiente de aprendizagem com a cara da sua marca;
- Oferecemos dashboards e relatórios para análises consistentes;
- Temos recursos para criar quiz e de gamificação para aumentar o engajamento;
- Emissão automática de certificados após a conclusão dos cursos;
- Contamos com uma equipe de especialistas preparados para resolver seus problemas;
- Caso você queira migrar de um LMS para a Twygo, temos suporte para você trazer os dados históricos de cursos e treinamentos anteriores;
- E muito mais!
Teste a Twygo agora mesmo
Publique um ambiente de aprendizagem com a cara da sua marca ainda hoje
Gabrielly Pazetto 





